PS/Coimbra
PROMETE dar que falar a reunião de segunda-feira à noite da Concelhia de Coimbra do PS. Em causa o empate, na votação para o novo Secretariado da Concelhia, mas também a intensidade crítica de alguns discursos, entre os quais o de António Rochette, que acabou mesmo por apresentar a sua demissão do órgão.
A reunião da Concelhia – a primeira desde há cinco meses e que se realizou em Assafarge – registou bastante participação e farta discussão política. Do lado dos não alinhados com Henrique Fernandes, destaque para a intervenção de Carlos Cidade – que surpreendeu por não ter desferido um ataque frontal à forma como o líder concelhio conduziu a campanha autárquica.
Em foco esteve também o professor universitário e antigo vereador António Rochette. Este apoiante de Carlos Cidade acentuou o que considera ter sido uma oportunidade perdida para o PS, em Coimbra: a de tudo fazer para arranjar uma alternativa que contribuísse para ajudar os cidadãos de Coimbra a “livrarem-se” de Carlos Encarnação. Uma atitude com que ele próprio, Rochette, admite ter pactuado, pelo que, “assumindo as responsabilidades”, entendeu apresentar a sua demissão.
Para o Secretariado, recorde-se, a contagem dos votos deu um empate 15-15, com cinco votos brancos. Foi um resultado que manifestamente irritou o presidente da Concelhia. Henrique Fernandes fez, aliás, questão de deixar bem clara a sua posição crítica, com uma intervenção de cariz fracturante, mal recebida entre muitos dos presentes. Talvez por isso – ou por recear um resultado ainda pior, já que alguns dos votos em branco poderiam “passar-se” para o “não” –, Henrique tratou de recusar nova votação, entretanto
proposta.
Paulo Marques
In Jornal "DIÁRIO AS BEIRAS" - 19-11-2009